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Fonte: Blogão do Futebol
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Dirigentes desmentem Horcades e garantem que não dão ingressos à torcida
Horcades não se sente seguro para vetar ingressos para as torcidas organizadas do Flu
Nesta segunda, o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, se mostrou refém das torcidas organizadas ao garantir que dá ingressos de graça aos integrantes destas facções por temer algum tipo de represália. De acordo com o dirigente, esta é uma prática comum em todos os clubes, mas dos seis consultados pela redação, todos negaram esta distribuição gratuita. No entanto, cada um a sua maneira, todos facilitam a vida deste tipo de torcedor.
No Vasco, de Roberto Dinamite, as torcidas organizadas ganham desconto de acordo com o assessor da presidência Lúcio Brígido. Ele só não soube informar qual a porcentagem exata, mas acredita que seja em torno de 50%.
- O Vasco não dá ingressos para os torcedores. A diretoria faz um desconto nos valores dos ingressos - afirma.
No Flamengo, de Marcio Braga, a prática era bem parecida, mas a venda de meia-entrada foi recentemente extinta por uma recomendação da Justiça.
- A posição do Flamengo é pública e notória. Não damos um ingresso há quase oito anos. Há algum tempo o clube facilitava a compra da meia-entrada. Depois de uma recomendação do Ministério Público, nem isso fazemos mais. Lugar de torcedor é na bilheteria - diz o coordenador de arrecadação Flávio Pereira.
No Botafogo, o próprio presidente Bebeto de Freitas também avisou que o clube não dá ingressos aos torcedores e, inclusive, garante que não se sente ameaçado por adotar esta postura.
- A posição do Botafogo é a mesma desde quando entrei: a torcida paga ingresso. Nunca tivemos problema. Se há reclamação por parte dos torcedores, eu não sei. Mas não sofremos nenhum tipo de pressão.
Rigor ainda maior em São Paulo e no Sul
Nos grandes clubes de São Paulo, não há nem o desconto no preço dos ingressos, mas o Corinthians, de Andrés Sanches, por exemplo, admite uma mãozinha às organizadas.
- A diretoria do Corinthians tem orgulho de dizer que o torcedor compra o ingresso. Aqui não há doação. Em jogos de grande importância, até ajudamos no pagamento do transporte. Mesmo assim, os torcedores pagam pelos ingressos - assegura o supervisor de arrecadação Lúcio Blanco.
Pelos lados do São Paulo, de Juvenal Juvêncio, o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes aposta no respeito entre clube e torcidas organizadas. Mesmo assim, o dirigente admite que em grandes eventos, este tipo de torcedor consegue algumas facilidades. Um exemplo foi a final da Libertadores em 2006, contra o Internacional, que disponibilizou apenas 1.500 ingressos aos são-paulinos, mas a diretoria conversou com os rivais e conseguiu mais alguns bilhetes, e garante tê-los vendido à torcida.
- O São Paulo não subsidia a torcida e assim ela não perde em relação ao clube. Tanto que reclamaram contra a diretoria no Morumbi (domingo, antes do jogo com o Flamengo). Somos contra dar ingressos ou pagar ônibus para as torcidas.
Já no Sul, o Grêmio, de Paulo Odone, tem outro tipo de procedimento e nem sequer reconhece a existência de torcidas organizadas. Portanto, de acordo com o assessor jurídico da vice-presidência Airton Ruschell, responsável pelo assunto, a distribuição de ingressos é algo impensável.
- Naturalmente, não desconhecemos algumas movimentações organizadas, como a Geral, mas acabamos com a distribuição de qualquer tipo de ingresso. Os próprios integrantes da Geral são associados e pagam mensalidade.
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